Eu e o baixo clero de toda uma época disputávamos o extremo fundo do poço.
Competíamos com os mais estúpidos seres por espaço no limbo, por mais breu na escuridão.
Queríamos mais inércia na inoperância e agitação na louca frenesi, queríamos o que ninguém por maior estado de loucura desejaria.
Queríamos o fim, a fossa, o lodo, o lixo.
Sermos os mais despreziveis seres, nos colocaria no topo do fim, na mais nobre das mais desprezíveis colocações da existência.
Dedicado a discutir a vida no seu aspecto mais profundo e a contar relatos pessoais de um garoto reinventado pela mudança.
domingo, 27 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Os meus segundos vazios pra preencher com você.
Eu não queria mais nos protelar, naquele momento nada mais parecia conspirar para que eu fosse convencido a esperar, nem mesmo você e aquela falsa boa-vontade que lhe rondou durante os últimos meses.
Eu vivia um tempo mágico e era melhor que nos encontrássemos logo, antes que além de faltar a magia, acabasse a vontade ou ao menos, a ânsia teimosa de tentarmos reconectar um sentimento interrompido contra a nossa vontade. Um erro conceitual, para mim, o sentimento não se interrompeu, só foi adiado.
Ocorre que agora eu era líder dos meus dias e governava até os segundos, como eu disse, num tempo mágico e isso é inédito.
Superados alguns dos traumas e crescido em coisas que eram obstáculos para nós, fui capaz de receber essa possibilidade de te-lo com a sobriedade de quem recebe as boas notícias que há tempos esperava.
A ausência de enorme entusiasmo ao ponto de me embriagar de felicidade não significa não sentir nada, nem paixão, mas que o sentimento amadureceu, de que eu amadureci, de que estamos prontos um para o outro.
Não vou mais protelar, vezenquando meu peito se enche de amor por você e de vontade de te ver, tenho a certeza de que esse tempo mágico, o governo dos meus segundos e a nossa inssistência em preencher meus tempos vazios com o que há em nós e do que somos juntos, acabou com o triste e dolorido tempo da espera.
Eu te amo.
Eu vivia um tempo mágico e era melhor que nos encontrássemos logo, antes que além de faltar a magia, acabasse a vontade ou ao menos, a ânsia teimosa de tentarmos reconectar um sentimento interrompido contra a nossa vontade. Um erro conceitual, para mim, o sentimento não se interrompeu, só foi adiado.
Ocorre que agora eu era líder dos meus dias e governava até os segundos, como eu disse, num tempo mágico e isso é inédito.
Superados alguns dos traumas e crescido em coisas que eram obstáculos para nós, fui capaz de receber essa possibilidade de te-lo com a sobriedade de quem recebe as boas notícias que há tempos esperava.
A ausência de enorme entusiasmo ao ponto de me embriagar de felicidade não significa não sentir nada, nem paixão, mas que o sentimento amadureceu, de que eu amadureci, de que estamos prontos um para o outro.
Não vou mais protelar, vezenquando meu peito se enche de amor por você e de vontade de te ver, tenho a certeza de que esse tempo mágico, o governo dos meus segundos e a nossa inssistência em preencher meus tempos vazios com o que há em nós e do que somos juntos, acabou com o triste e dolorido tempo da espera.
Eu te amo.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A menina Gabriela.
Sinceramente...
Ia demorar pra aquela conta ter resultado exato depois da igualdade, do outro lado só teria um par se ela encontrasse um detalhista como ela. Um detalhista que se importasse com as mínimas coisas e notasse nuances importantíssimas em fatos que para os brutos passariam banais, sempre.Alí morava a inequação da sua vida amorosa: do outro lado o resultado era coração quebrado porque ninguém via na vida detalhes como ela via.
Rolava então o pranto, como numa inequação rolavam as repetitivas e desencorajadoras dízimas periódicas...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Uma dose de nós dois.
A ânsia de vômito é a mesma, os fatos que me enjoam e me machucam são iguais e na verdade a distância me põe ainda mais de perto, de joelhos. Mas não quero saber disso, essa conta tá na minha mesa mesmo que meu copo esteja vazio, não encho o copo e nem pago-a, ignoro ambos e a mim.
Me importa se há quem encha teu copo, pague sua conta e te realize quando concluírem o caminho da tua casa? Nada tenho eu a ver com isso...
Eu me embriaguei da sobriedade que o copo vazio e a conta injustificada me impuseram depois da overdose de você.
Me importa se há quem encha teu copo, pague sua conta e te realize quando concluírem o caminho da tua casa? Nada tenho eu a ver com isso...
Eu me embriaguei da sobriedade que o copo vazio e a conta injustificada me impuseram depois da overdose de você.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Desprotegido
Eu já te imaginva a sentar-se de frente pra mim aos Sábados pra conversar e me ouvir, me falar e passar broncas que só quem protege pode dar. Eu só precisava de alguém que mesmo que não fosse, fingisse ao menos pra mim, ser mais forte que eu e dissesse que valho muito e que me ama.
E não era só ter, era merecer, eu precisva merecer o amor e a proteção que me desse pra viver em paz. Era uma força e uma proteção que costuma existir em todos os homens mas que veio faltando em mim e que eu teria de encontrar n'outro alguém. E então conclui que eu precisava de alguém que não atacasse minhas fraquezas, que não me condenasse a lutar, que apenas me protegesse. Quando aquela droga de pneu furou e tive que me virar, me senti como se não valesse nada, só queria correr pro teu abrigo, pros teus braços.
Meu desespero era tão grande que eu seria capaz de desabar de chorar se te visse, que eu seria capaz de te chamar mesmo sem saber teu nome. É uma proteção que eu não tenho como dar a ninguém e que não terei de qualquer um.
E não era só ter, era merecer, eu precisva merecer o amor e a proteção que me desse pra viver em paz. Era uma força e uma proteção que costuma existir em todos os homens mas que veio faltando em mim e que eu teria de encontrar n'outro alguém. E então conclui que eu precisava de alguém que não atacasse minhas fraquezas, que não me condenasse a lutar, que apenas me protegesse. Quando aquela droga de pneu furou e tive que me virar, me senti como se não valesse nada, só queria correr pro teu abrigo, pros teus braços.
Meu desespero era tão grande que eu seria capaz de desabar de chorar se te visse, que eu seria capaz de te chamar mesmo sem saber teu nome. É uma proteção que eu não tenho como dar a ninguém e que não terei de qualquer um.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Um fundo branco com estampas coloridas e você outra vez.
Em outros tempos eu agradeceria a sua existência, o teu sorriso iluminado e a esperança que sem saber fez nascer em mim quando mais precisei.
Veneraria a luminosidade que a sua passagem sempre ofertou aos meus olhos, por dias a fio mergulhados na escuridão, como hoje brilhou também.
Eu diria a mim mesmo que você substituira, como no meu sonho latente, um amor imtempestivo que chegou, fez estragos e se foi, desejaria você.
Mas hoje agradeço nossa tão pequena e tão grande distância, o teu jeito, o que ganhei te olhando e te amando em silêncio, a esperança ainda viva.
Você é só um sonho, uma miragem real, um platonismo com mil vezes de zoom, a distância mais próxima que conheço, um querer ameno e pacífico.
"E se veste de um jeito que só ela
Ela vive entre o aqui e o alheio [...]
Ela vive entre o aqui e o alheio [...]
O que faz ela ser quase um segredo
É ser ela assim tão transparente"
É ser ela assim tão transparente"
Altruísmo dos Desiludidos
Fato é que eu rezei de joelhos só pra te dizer o quanto o amor foi bom, mas é que hoje me olho no espelho e aí não me esqueço da sofreguidão.
Me contorcia de pensar num jeito dessa agonia não viver mais não,até que um belo dia me virou as costas, pegou suas coisas e foi tudo em vão.
Correu pros braços e pra o descaso de quem te amou e depois te quis mais não e eu que aqui sofri calado, cortei um dobrado, fiquei na mão.
Mas não lamurio, não peço que volte e nem nada não, desejo que seja tão feliz que possa um dia lembrar-me com admiração.
"Chorando se foi, quem um dia só te fez chorar..."
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