Vivia um aparente descompromisso com a urgência da vida, bagunçava com a imaginação alheia, que fazia da tua idade uma icógnita, ao mesmo tempo em que parecia não viver dramas aparentes, seu olhar era de curiosidade contida, natural e despretenciosa, pouco trêmulo, levemente fixo e pouco compenetrado.
Tinha um ritmo compassado particular e quase único de cruzar sempre o mesmo caminho, rumo ao mesmo lugar, sem receio algum de ser furacão na vida ou na imaginação de alguém. Parecia sempre pouco se importar com o resto, tinha um jeito próprio, um estilo singular e sob medida, uma nítida preferência ao se vestir, repetindo as roupas que quisesse sem se preocupar se sua passagem pudesse ser ou não amorosamente vigiada pelos olhares que sempre se apaixonam pela sua imagem a cada vez que a encontram.
As apostas dos olhares de seu admirador secreto e exposto ao mesmo tempo, observador quase declarado, pareciam nunca perturbar aquele universo particular que havia na sua mochila misteriosa, onde um pedaço de mundo com milhões de revelações de ti, dividiam espaço com o esclarecimento pessoal que aquela mente até então desconhecida devia guardar.
Te via ir, te via voltar, te via sair e te via voltar e as vezes te via ir de novo, reconhecia as roupas com as quais estava quando dentre as tantas vezes, estes olhos se apaixonaram, restando sempre então a espera, uma falsa esperança e a presente companhia da tua ausência.
Dedicado a discutir a vida no seu aspecto mais profundo e a contar relatos pessoais de um garoto reinventado pela mudança.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Tem de haver um caminho
É um paradoxo, tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Eu que saí a rua com pretexto de ver meus irmãos empinarem pipa mas querendo descobrir qual casa é a sua, ouvi tilintar um cadeado.
Desse cadeado que tilintou e acelerou meu mediano coração, olhei e vi um portão abrir, parecia contigo mas sei que não era, estava longe, porém sendo você ou não só notei a impaciência de alguém que também espera algo ao olhar pro horizonte e chuta o ar em protesto, olhei fixamente. Entrou, saiu várias vezes, olhava pra trás quando eu voltava pra onde estava e olhava pra minha direção quando eu avança, tilintando o cadeado.
Já de noite, o cadeado tilintou pela última vez e o portão se trancou. Peguei esse momento e resolvi entrar pensando: "Tem de haver um caminho" .
Desse cadeado que tilintou e acelerou meu mediano coração, olhei e vi um portão abrir, parecia contigo mas sei que não era, estava longe, porém sendo você ou não só notei a impaciência de alguém que também espera algo ao olhar pro horizonte e chuta o ar em protesto, olhei fixamente. Entrou, saiu várias vezes, olhava pra trás quando eu voltava pra onde estava e olhava pra minha direção quando eu avança, tilintando o cadeado.
Já de noite, o cadeado tilintou pela última vez e o portão se trancou. Peguei esse momento e resolvi entrar pensando: "Tem de haver um caminho" .
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Quarteirão do Abismo
Acreditei até que não morasse mais aqui, nessa grande rua onde aportei também a minha vida, imaginei por alguns dias que viesse aqui a passeio ou sei lá, mas de longe fitei a casa em que você habitualmente abria o portão nas tardes em que te vi, pra sair ou pra entrar com todo o seu mistério sob a minha curiosidade silenciosa.
Depois de dias sem te ver por alí passar com sua habitual presença, que se faz notar e que parece me atrair mesmo quando não te espero, foi olhar pra rua pra te ver passar e virar o rosto na minha direção, que como aqui já disse, atrai como magnetismo inexplicável de algo que eu não sei o que é, mas que há.
O teu olhar, para o qual não achei definição, que em geral é em certa parte cerrado, seja de sono ou de preguiça de arregaçar as pupilas para o mundo, sob aquele cabelo que procura cobrir-lhe um pouco a testa como que no mesmo esforço de poupar-lhe do que há no entorno, somado a aquela face que não sei bem definir se de inexpressividade por querer ou simplesmente por não ter preocupação alguma que lhe faça pesar os traços da expressão facial que sempre porta, me fez rir algumas vezes por concluir que aquele jeito de olhar é o olhar da meninice sua.
Teu andar compassado, parece agitar o ar num ritmo quase dançante, que se pode perceber e poderia ate mecanicamente se desenhar conforme se olha para o cano do seu tênis, que é pouco habitual, fazendo par e conjunto com as calças do tipo que sempre usa, por vezes discretas e por outras extravagantes, como no dia em que te vi e considerei que estivesse tornando, se é que daqui não é ou algo assim, usava calça verde, mas era um verde meio azul que dependendo de quem olhasse poderia parecer mais viva do que realmente era, mas em você ficava interessante.
Portava nas mãos um objeto que não sei dizer qual era, mas era semelhante e por isso julgo que devia ser primo ou parente próximo do "iô-iô", com uma corda que você atirava ao chão e ele então se projetava e fazia um barulho que por um momento achei ser dos teus passos, mas depois vi que não. Como de hábito acompanhei o teu andar até que paraste na habitual calçada, fechando os metros que dividem o nosso contato, onde você com aquela mochila nas costas abriu novamente o portão que te engoliu como que por ironia, sabendo simplesmente que eu alí tão perto de você lhe perdia não de vista mas para um portão que inoportunamente me deixava na sorte de qualquer dia lhe ver outra vez, sem nunca saber quando seria este dia.
Minha presença também foi notada por você talvez quando eu também notei a sua e não sei como pensou nisso mas há duas possibilidades para as quais dou valor de consideração.
Se fores daqui antes do que eu, eis que imagino ter se perguntado como nunca me viu, ou então que se fores gente nova por aqui talvez tenha achado legal que na vizinhança haja alguém de tão próxima idade assim. Aliás idade creio eu que seja tão próxima a ponto de que variemos em dois anos para mais ou para menos um do outro, mas não importa. Tivesse eu com você a chance do contato hoje quase impossível, sonharia em ter por ti e de ti metade do que tive com meu último romance, confesso que aí o portão não mais te engoliria e tomaria de mim por tempo indeterminado.
Mas o fato é que eu gosto das poucas vezes que te vejo e desejo sempre ver mais uma vez, ainda que sejam escassas e que durem pouco frente o espaço de tempo em que elas acontecem, por isso quando vejo-te, me ofereces inocência, pelo menos assim julgo, e eu faço questão de devora-la com olhos de comer presença e observar teus passos quase ilesos, que dessa vizinhança toda talvez só eu note, simplesmente porque nessa cidade onde as ruas só sabem vender ilusões a preços altos, eu sempre as compre a pagamento à vista.
Depois de dias sem te ver por alí passar com sua habitual presença, que se faz notar e que parece me atrair mesmo quando não te espero, foi olhar pra rua pra te ver passar e virar o rosto na minha direção, que como aqui já disse, atrai como magnetismo inexplicável de algo que eu não sei o que é, mas que há.
O teu olhar, para o qual não achei definição, que em geral é em certa parte cerrado, seja de sono ou de preguiça de arregaçar as pupilas para o mundo, sob aquele cabelo que procura cobrir-lhe um pouco a testa como que no mesmo esforço de poupar-lhe do que há no entorno, somado a aquela face que não sei bem definir se de inexpressividade por querer ou simplesmente por não ter preocupação alguma que lhe faça pesar os traços da expressão facial que sempre porta, me fez rir algumas vezes por concluir que aquele jeito de olhar é o olhar da meninice sua.
Teu andar compassado, parece agitar o ar num ritmo quase dançante, que se pode perceber e poderia ate mecanicamente se desenhar conforme se olha para o cano do seu tênis, que é pouco habitual, fazendo par e conjunto com as calças do tipo que sempre usa, por vezes discretas e por outras extravagantes, como no dia em que te vi e considerei que estivesse tornando, se é que daqui não é ou algo assim, usava calça verde, mas era um verde meio azul que dependendo de quem olhasse poderia parecer mais viva do que realmente era, mas em você ficava interessante.
Portava nas mãos um objeto que não sei dizer qual era, mas era semelhante e por isso julgo que devia ser primo ou parente próximo do "iô-iô", com uma corda que você atirava ao chão e ele então se projetava e fazia um barulho que por um momento achei ser dos teus passos, mas depois vi que não. Como de hábito acompanhei o teu andar até que paraste na habitual calçada, fechando os metros que dividem o nosso contato, onde você com aquela mochila nas costas abriu novamente o portão que te engoliu como que por ironia, sabendo simplesmente que eu alí tão perto de você lhe perdia não de vista mas para um portão que inoportunamente me deixava na sorte de qualquer dia lhe ver outra vez, sem nunca saber quando seria este dia.
Minha presença também foi notada por você talvez quando eu também notei a sua e não sei como pensou nisso mas há duas possibilidades para as quais dou valor de consideração.
Se fores daqui antes do que eu, eis que imagino ter se perguntado como nunca me viu, ou então que se fores gente nova por aqui talvez tenha achado legal que na vizinhança haja alguém de tão próxima idade assim. Aliás idade creio eu que seja tão próxima a ponto de que variemos em dois anos para mais ou para menos um do outro, mas não importa. Tivesse eu com você a chance do contato hoje quase impossível, sonharia em ter por ti e de ti metade do que tive com meu último romance, confesso que aí o portão não mais te engoliria e tomaria de mim por tempo indeterminado.
Mas o fato é que eu gosto das poucas vezes que te vejo e desejo sempre ver mais uma vez, ainda que sejam escassas e que durem pouco frente o espaço de tempo em que elas acontecem, por isso quando vejo-te, me ofereces inocência, pelo menos assim julgo, e eu faço questão de devora-la com olhos de comer presença e observar teus passos quase ilesos, que dessa vizinhança toda talvez só eu note, simplesmente porque nessa cidade onde as ruas só sabem vender ilusões a preços altos, eu sempre as compre a pagamento à vista.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Varanda Vazia, Cheio Coração.
Foram juras de amor trocadas em silêncio
Sob a batida complacente de um coração
Que batia e pulsava como aberta a ferida
Que sangrava e doía feito uma canção
Feito a canção que tocava no rádio
No Rádio e na minha estação
Sob o aroma daquela tarde perdida
Que perdida estava sem mais presunção
Foi quando ao raiar da aurora e o fim do dia
Baixaste a agonia do anfitrião
Ao bater fortes palmas ardidas
Clamando o meu nome
Desesperadamente em frente ao portão
E eu que atendia a chamados
E buscava saída pra essa prisão
Encontrei em você minha vida
Mesmo que encontrar-te fosse a minha perdição.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
O café acabou, o fogo apagou e o amor terminou.
Foi assim, numa tarde preguiçosa de Domingo, no Café Xadrez, que a moça de vestido preto e branco gostou do pensamento alto do cavalheiro de preto que bradava aos amigos de mesa as suas filosofias de vida. Foi aconchegada nas palavras firmes que saíam daquela boca eloquente e calavam fundo em suas mais íntimas mazelas, que a donzela guardou na mente cada palavra daquele despretencioso senhor que a vida alí lhe apresentara, por um instante, ela moveu os lábios em silêncio repetindo o que ele dissera como se tentasse escrever letra por letra em sua própria alma, pois sentia ter encontrado verdades para si onde nunca antes havia procurado.
Passou-se a semana e no Sábado lá estava a moça no Café Xadrez, pronta para repetir, talvez em volz alta, as filosofias de seu mais novo orador eleito e não diferente lá estava ele a capitalizar a atenção com suas verdades de mesa para os que quisessem ouvir. As falas do cavalheiro chamavam a atenção da moça tanto quanto os olhos dela focados na mesa dele o faziam sentir certa inquietação e ansiedade por satisfaze-la ao mesmo tempo em que lhe instigava saber o por que de tanta atenção no que dizia.
No Sábado, no mesmo Sábado, mas já a noite, os dois travaram um diálogo acalentado por um imenso brilho, quando em voz alta ela repetiu sem esquecer sequer as vírgulas, os mais fortes versos por ele proferidos.
Por horas a fio e pela madrugada, já fora do Café e em voz alta, foram até o amanhecer se apaixonando e se encontrando onde jamais imaginaram se achar, estavam alí um para o outro e cada um por si sem medo de entrelaçar palavras como quem dá as mãos para seguir em frente sem querer solta-las jamais.
A semana passou, o outro encontro não veio e o sumiço do moço dos versos mágicos fritou na cabeça dela a precipitação de tal romance já que este fora tão rápido ao ponto de que ela já sentia-se possuidora e possuida dele e por ele ao mesmo tempo.
Ele tentou se esconder e tentou fugir, nunca negou que em certos aspectos tinha medo, em outros era moralista demais e em outros simplesmente preferia se abster, mas num Domingo quando descia ao litoral para tentar esquecer quem jamais esquecia, recebeu um bilhete por ela assinado onde o objetivo principal era passar recibo do que ele sentia. Foi o suficiente para que o Domingo fosse regado à saudade, aflição e um bocado de sonhos insanos.
Ele não dormiu, quis ver o sol nascer, as nuvens se ajeitarem no céu, a lua encontrar seu lugar, o oceano deitar as ondas no mar e ele o seu coração por sobre o coração dela. Ele quis jurar para si por um momento, que um dia repetiria a mesma cena, porém, tendo ela ao seu lado.
Veio então a Segunda, a Terça e com ambas as declarações de amor, afeto, carinho, promessas, sonhos e o primeiro sinal de companheirismo quando juntos, resolveram redigir a carta que ela a tanto devia a uma tia do estrangeiro, que sempre a corrigia na escrita, foram momentos mágicos de amor e sintonia, mas passou.
Veio a Quarta e com ela o mal-estar do rumo que a Terça-Feira tomou quando no meio das lembranças ela deixou escorrer uma grama de algumas degradantes experiências de seu pretérito imperfeito, fora demais para aquele coração de poeta tão desprotegido de amar.
O mal-estar se estendeu até a Quinta-Feira, quando o nobre poeta, convencido de que sua dama agora o fingia amar e querer, entendeu que o fim era certo e achou na conversa da amada com o músico da livraria um motivo para fechar-se em desconfiança ao som de um expoente do amor efervescente que sentia.
"Ontem, com esses olhares me feriste. E meu coração quase parou. Agora, longe de mim talvez mentiste. Sonharás com um amor que já passou".
Ele então não queria mais ve-la, porém não conseguia fugir, era inevitável que ele se rendesse aos encantos daquele amor. Naquele instante ele suspirou, bateu na velha mesa onde bradava versos, no velho Café Xadrez onde empenhou dias de sua vida, quando ao olhar para a rua ouviu outra vez Adoniran, sim o velho Adoniran da terra da garoa, resumindo aos ouvidos dele o amor e toda a dor que sentiu por ela naquelas semanas.
"Pode apagar o fogo Mané Que eu não volto mais !"
E assim ele se curvou, já que o fogo do lampião, o fogo do fogão e o fogo da paixão apagaram-se.
Passou-se a semana e no Sábado lá estava a moça no Café Xadrez, pronta para repetir, talvez em volz alta, as filosofias de seu mais novo orador eleito e não diferente lá estava ele a capitalizar a atenção com suas verdades de mesa para os que quisessem ouvir. As falas do cavalheiro chamavam a atenção da moça tanto quanto os olhos dela focados na mesa dele o faziam sentir certa inquietação e ansiedade por satisfaze-la ao mesmo tempo em que lhe instigava saber o por que de tanta atenção no que dizia.
No Sábado, no mesmo Sábado, mas já a noite, os dois travaram um diálogo acalentado por um imenso brilho, quando em voz alta ela repetiu sem esquecer sequer as vírgulas, os mais fortes versos por ele proferidos.
Por horas a fio e pela madrugada, já fora do Café e em voz alta, foram até o amanhecer se apaixonando e se encontrando onde jamais imaginaram se achar, estavam alí um para o outro e cada um por si sem medo de entrelaçar palavras como quem dá as mãos para seguir em frente sem querer solta-las jamais.
A semana passou, o outro encontro não veio e o sumiço do moço dos versos mágicos fritou na cabeça dela a precipitação de tal romance já que este fora tão rápido ao ponto de que ela já sentia-se possuidora e possuida dele e por ele ao mesmo tempo.
Ele tentou se esconder e tentou fugir, nunca negou que em certos aspectos tinha medo, em outros era moralista demais e em outros simplesmente preferia se abster, mas num Domingo quando descia ao litoral para tentar esquecer quem jamais esquecia, recebeu um bilhete por ela assinado onde o objetivo principal era passar recibo do que ele sentia. Foi o suficiente para que o Domingo fosse regado à saudade, aflição e um bocado de sonhos insanos.
Ele não dormiu, quis ver o sol nascer, as nuvens se ajeitarem no céu, a lua encontrar seu lugar, o oceano deitar as ondas no mar e ele o seu coração por sobre o coração dela. Ele quis jurar para si por um momento, que um dia repetiria a mesma cena, porém, tendo ela ao seu lado.
Veio então a Segunda, a Terça e com ambas as declarações de amor, afeto, carinho, promessas, sonhos e o primeiro sinal de companheirismo quando juntos, resolveram redigir a carta que ela a tanto devia a uma tia do estrangeiro, que sempre a corrigia na escrita, foram momentos mágicos de amor e sintonia, mas passou.
Veio a Quarta e com ela o mal-estar do rumo que a Terça-Feira tomou quando no meio das lembranças ela deixou escorrer uma grama de algumas degradantes experiências de seu pretérito imperfeito, fora demais para aquele coração de poeta tão desprotegido de amar.
O mal-estar se estendeu até a Quinta-Feira, quando o nobre poeta, convencido de que sua dama agora o fingia amar e querer, entendeu que o fim era certo e achou na conversa da amada com o músico da livraria um motivo para fechar-se em desconfiança ao som de um expoente do amor efervescente que sentia.
"Ontem, com esses olhares me feriste. E meu coração quase parou. Agora, longe de mim talvez mentiste. Sonharás com um amor que já passou".
Ele então não queria mais ve-la, porém não conseguia fugir, era inevitável que ele se rendesse aos encantos daquele amor. Naquele instante ele suspirou, bateu na velha mesa onde bradava versos, no velho Café Xadrez onde empenhou dias de sua vida, quando ao olhar para a rua ouviu outra vez Adoniran, sim o velho Adoniran da terra da garoa, resumindo aos ouvidos dele o amor e toda a dor que sentiu por ela naquelas semanas.
"Pode apagar o fogo Mané Que eu não volto mais !"
E assim ele se curvou, já que o fogo do lampião, o fogo do fogão e o fogo da paixão apagaram-se.
Memórias de um Íntimo Segredo.
Cultuo o arte de manter pessoas desnecessarias ao mesmo tempo em que me falta por perto quem eu queria proximo.
Me lastimo por coisas que não dependem de mim e sofro pela simples inconformação inssistente de teimar com o tempo...
O segredo é ver o tempo escorrer em minutos e segundos enquanto o vento sopra a vida para a sucessão dos fatos acontecerem...
É a tipificação do abstrato, a caracterização do heterogêneo, a significação do indecodificável sentir.
Tem dias em que encontramos razões como quem nada procura e de tanto procurar no nada, nada deixa de descobrir no que não acha!
E considerar que o que não sê se assemelha à intensidade daquilo que se sente é admitir que há no desconhecido o calor do novo uma surpresa.
Escrever descaracterizando o que se idealiza é a arte dos que embaralham palavras aos olhos dos que buscam respostas nos que escrevem.
E compreender o relevo da vida não significa relevar a tudo, bem como dizer e escrever o que sente não necessariamente implica em revelar-se
Quando me ver poético considere que existe a esperança, quando me ver em lástimas sem razão aparente, considere que sou todo amor.
E pra quem quer ser feliz um ponto no horizonte basta, então se és agora o meu ponto, emita-me sua luz, ilumine meu chão, me leve a você e faça-me notar sua presença nessa noite que sopra a busca dos que amam amar.
Sufoca-me com a tua conveniente presença e depois mata-me com sua impiedosa ausência que impiedosa se faz por ser antes importante.
E tão imediata que foi a dúvida acolhedora do medo, que transformou-se em certeza iluminada fazendo-se guia do inesperado e futuro ausente.
E ter medo de ser feliz e ter medo de ser feliz pra que? A única razão de te buscar em mim é porque me acho em você.
Talvez loucura, talvez perdição, pra aquilo que ainda não foi dito sim me permito entender que não haverá de ser não.
E quem foi o aventureiro jamais surpreendido na arte de desbravar? Não deve ser o mesmo que não pensa duas vezes para voltar a se aventurar.
Me lastimo por coisas que não dependem de mim e sofro pela simples inconformação inssistente de teimar com o tempo...
O segredo é ver o tempo escorrer em minutos e segundos enquanto o vento sopra a vida para a sucessão dos fatos acontecerem...
É a tipificação do abstrato, a caracterização do heterogêneo, a significação do indecodificável sentir.
Tem dias em que encontramos razões como quem nada procura e de tanto procurar no nada, nada deixa de descobrir no que não acha!
E considerar que o que não sê se assemelha à intensidade daquilo que se sente é admitir que há no desconhecido o calor do novo uma surpresa.
Escrever descaracterizando o que se idealiza é a arte dos que embaralham palavras aos olhos dos que buscam respostas nos que escrevem.
E compreender o relevo da vida não significa relevar a tudo, bem como dizer e escrever o que sente não necessariamente implica em revelar-se
Quando me ver poético considere que existe a esperança, quando me ver em lástimas sem razão aparente, considere que sou todo amor.
E pra quem quer ser feliz um ponto no horizonte basta, então se és agora o meu ponto, emita-me sua luz, ilumine meu chão, me leve a você e faça-me notar sua presença nessa noite que sopra a busca dos que amam amar.
Sufoca-me com a tua conveniente presença e depois mata-me com sua impiedosa ausência que impiedosa se faz por ser antes importante.
E tão imediata que foi a dúvida acolhedora do medo, que transformou-se em certeza iluminada fazendo-se guia do inesperado e futuro ausente.
E ter medo de ser feliz e ter medo de ser feliz pra que? A única razão de te buscar em mim é porque me acho em você.
Talvez loucura, talvez perdição, pra aquilo que ainda não foi dito sim me permito entender que não haverá de ser não.
E quem foi o aventureiro jamais surpreendido na arte de desbravar? Não deve ser o mesmo que não pensa duas vezes para voltar a se aventurar.
domingo, 25 de julho de 2010
Você outra vez.
Aqueles olhos que já me disseram muito e depois nada disseram e agora podem prometer mais, podem mais que prometer mais, podem ser mais, podem chegar mais perto e confirmarem os momentos imutáveis.
O olhar, nossos passos, as coincidências somadas às coisas provocadas e a marcação da presença, o papel no quadro e o seu nome, meu msn.
Tua inércia, minha ânsia, a curiosidade dos meus amigos, teu orkut insuspeito e as paqueras de fachada, tanta história, tua presença diária.
O teu lugar cativo e o meu que te mira cativado e cativante no mesmo espaço, você e eu cercados dos mesmos sempre, num chove e não molha encharcado.
Minhas paixões instântaneas e os teus momentos de cólera, os litros de água que bebeste pra ficar por perto e os meus tremores silenciosos.
O soneto que fiz e os papos malucos dos que te rodeiam, a lágrima que disseram rolar do teu rosto e a sua negativa quando perguntei, o azul.
Não sabe nem metade do estrago que aquele olhar me fez, mudou a rota, mas me lembro com saudade da sensação que senti, decorei teu nome... não mais esqueci teu rosto.
O olhar, nossos passos, as coincidências somadas às coisas provocadas e a marcação da presença, o papel no quadro e o seu nome, meu msn.
Tua inércia, minha ânsia, a curiosidade dos meus amigos, teu orkut insuspeito e as paqueras de fachada, tanta história, tua presença diária.
O teu lugar cativo e o meu que te mira cativado e cativante no mesmo espaço, você e eu cercados dos mesmos sempre, num chove e não molha encharcado.
Minhas paixões instântaneas e os teus momentos de cólera, os litros de água que bebeste pra ficar por perto e os meus tremores silenciosos.
O soneto que fiz e os papos malucos dos que te rodeiam, a lágrima que disseram rolar do teu rosto e a sua negativa quando perguntei, o azul.
Não sabe nem metade do estrago que aquele olhar me fez, mudou a rota, mas me lembro com saudade da sensação que senti, decorei teu nome... não mais esqueci teu rosto.
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